O velório

Eu nasci em 1984. Era uma época de novidades, bandas de Rock despontando no Brasil, o País saindo de uma ditadura de 20 anos. Foi um regime duro, um regime de imposições e de restrições da liberdade. Mas era uma época também dos bons costumes. Época do “Muito obrigado”, da cordialidade e formalidade. Da estrutura familiar tradicional, do respeito aos mais velhos e respeito ao próximo. É contratidório, em um período de repressão da liberdade de expressão, a moral e os bons costumes eram abundantes.

Na década de 90, houve a abertura da balança comercial. Surgiram muitas novidades, o direito a propriedade surgiu após uma época de total repressão. As pessoas voltaram a se expressar, voltaram a expor suas idéias e ideiais.

O Brasileiro começou a aprender o que é política, viu o primeiro impeachment pouco tempo depois da sua libertação. “Foi uma conquista”, diziam alguns. O Brasil se tornou tetra campeão mundial de futebol. Minorias começaram a clamar por “liberdade” e “direitos”, mas sempre pensei que todos os direitos estavam explícitos na constituição que há pouco havia sido estabelecida, a constituição de 88. Eu tinha quatro anos, jogava bola na rua, fazia cabana na árvore e aprendia a ter respeito pelos mais velhos e a importância de não responder pai e mãe.

Faltar com respeito com as outras pessoas, principalmente quando se era mais novo, era motivo de muita vergonha e reprovação. Os próprios amigos reprovavam esse tipo de atitude. Não existia Bullying; existiam brincadeiras, amizades sinceras e pedidos de desculpa quando certos limites eram excedidos.

Respeito, essa palavra foi perdendo força assim como o plano real ao longo dos últimos anos. O respeito hoje é subjetivo. Se eu quero, eu respeito. Se eu acordar de bom humor, talvez eu respeite. Vou respeitá-lo pois fui com a tua cara.

O Respeito antigamente era obrigação. Não machucava, não prejudicava ninguém.

Hoje a falta dele é avassalador! a tal liberdade, que diziam trazer benefícios, trouxe alienação. Vemos falta de respeito em todos os momentos. No onibus, já não se respeita mais idoso, gestante. Vou fingir que estou dormindo, quem sabe ela não percebe que estou aqui.

Na rua, bossais ao volante. Vickings em seus barcos de 4 rodas disputando cada centimetro de rua como se fosse a última conquista de suas vidas. A cordialidade se resume a um aperto na buzina ou uma fechada no cruzamento.

Surgiu o consumismo. Tudo você pode, só precisa ter dinheiro pra comprar. E para ter dinheiro, tem que trabalhar muito. Mesmo que pra isso tenha que ficar 12 horas enfiado em uma sala/escritório/fábrica. Mesmo que tenha que ser sacrificando ensinar os filhos em seus anos mais importantes na vida. “Ah, a escola vai ensinar. Ele não estranhou nem um pouco a tia da escola!”. Escola não educa, escola ensina. Educação vem de casa. Casa essa que ensina respeito, cordialidade, sinceridade, amor e compaixão. Nessa casa não existe celular, internet, TV a cabo. Nessa casa o Minercraft não é o brinquedo favorito.

Quando era pequeno, tampinha de garrafa virava carrinho de corrida. Caixa de ovo virava ônibus intermunicipal. Ouvir um idoso falando era ouvir a voz da sabedoria, era ter inspiração na vida. “Um dia quero contar histórias como ele”. Hoje se contenta em compartilhar lembranças do facebook!

Temos leis que protegem, e devem proteger mesmo, de forma firme, crianças em situações de vulnerabilidade. Crianças essas que muitas vezes já não possuem pai ou mãe. Ou os dois. Ficam expostas a situações e momentos que avassalam sua inocência.

Mas essa mesma lei permitiu uma geração vazia, dúbia e sem respeito. “ah, eu faço o que eu quero”. “Ninguém manda em mim”. “Eu sou ‘de menor’, sou intocável”. Lei essa que cada vez mais amordaça pai e mãe. Amarra mãos e pés, em favor da “liberdade”, claro, crianças e adolescentes sabem muito bem o que é a vida e sabem como tomar as melhores decisões. Pra que ouvir os velhos, não é mesmo? Completa falta de tempo. Tem tudo no Google! Só ir no Youtube e tem um tutorial como virar gente. No Instagram tem fotos do respeito.

Geração vazia, clandestina. O nosso erro é querer dar o tempo todo o que não tivemos. Será mesmo que não tivemos? Eu tive menos liberdade que essa turma do milênio? Eu podia brincar na rua. Hoje não vejo NINGUÉM, absolutamente NINGUÉM na rua. “É muito perigoso”. Eu comi menos, e pior? Só se foi menos conservantes. Menos corantes.

Destruimos uma geração pensando que estávamos fazendo o bem, dando o que “nunca tivemos”. Estamos frustrando essa geração. Criando uma turma de revoltados, que pensam que podem e sabem tudo. a turma da “Piazada de prédio”.

Eu não aguento mais tentar  ser normal em uma sociedade doente. Tentar exercer os bons costumes, a cortesia, em um buraco infestado de individualidade e bestialidade. Não temos mais amigos. Ele só é meu amigo se tiver mais do que 20 amigos em comum. Ai eu “o conheço”. Não conseguimos mais manter 15 minutos de conversa, com quem quer que seja. Geração analfabeta funcional. Não sabe ler, não sabe escrever. Até sabe, mas sem lógica alguma. Escreve porque é obrigado. Lê pra não se perder no menu do video game.

Precisamos resgatar a familia, essa instituição falida. O que está falido não é a sociedade. Não é a política Brasileira. É a instituição chamada família. Não existem mais pais e mães que cobrem, ensinem e doutrinem seus filhos. Existe quem paga a conta, quem leva pra escola e quem manda descer pro play pra poder usar o facebook.

O velório começou. o Caixão chega as 14:00. A familia tá toda reunida, em voltar do celular compartilhando vídeo no whatsapp. O corpo? É o tradicional, são os bons costumes e o respeito. Coitado, morreu novo, jovem, cheio de esperança. Não chegou a completar 30 anos. Tinha uma vida tão bela pela frente! É um caminho sem volta. e já começamos a trilhar.

 

A marola que vai virar tsunami

Neste final de semana, a população da Espanha e da França saíram às ruas com panelas e batuques para protestar e fazer muito barulho contra as medidas de austeridade de seus respectivos governos. Vemos recorrentes protestos na Grécia, na Irlanda e em Portugal. O bloco Europeu está ruindo e os motivos ainda são obscuros para a maior parte da população. Mas o verdadeiro motivo desta derrocada política e monetária dos países deste bloco que era considerado exemplo de gestão é  justamente a falta de coerência entre seus membros quanto a controles fiscais. A Grécia não é vítima, muito menos Espanha, França ou Itália. Foram reféns de governantes presunçosos.

A Grécia vendeu lagos para monges,concedeu milhares de benefícios sem nenhum critério, como por exemplo, aposentadoria aos 40 anos para manicures.

No Monte Athos, situado numa península no norte da Grécia, existe uma espécie de Vaticano ortodoxo. Possui 22 mosteiros, onde vivem milhares de monges e que mulheres são proibidas de entrar. Os visitantes – em sua maioria fiéis – necessitam de um visto especial – as listas de espera  podem durar meses. Mais difícil do que entrar nos Estados Unidos. É também o único local em toda a face da terra no qual é usado o horário bizantino, onde o dia começa ao pôr-do-sol.

Porém, este lugar de tempo peculiar e diversos protocolos utilizou de sua reputação religiosa para angariar fundos e doações para melhoria de suas instalações. Países Europeus e fundos comunitários fizeram suas ofertas e tornaram Vatopedi em um fundo de investimento com cifras na casa dos milhões de Euros.

Um dos negócios (ou escândalos, como preferirem) propostos em 2008 pelos monges investidores de Vatopedi foi a troca de um lago em Athos – avaliado em mais 50 milhões de euros – por 70 valiosos terrenos espalhados pelo país pertencentes ao Ministério da Agricultura. A operação era lesiva ao Estado – as perdas foram estimadas em 150 milhões de euros – e acabou aprovada após ministros receberem ‘luvas’, que em outras palavras é o tão conhecido suborno para os brasileiros. O esquema foi descoberto pelas autoridades e o negócio acabou na praça pública. Este escândalo foi o estopim para a queda do Governo, para o início da recessão e a dissolução do País na maior crise financeira já vista em toda a história.

Mas não pára por ai. As Olimpíadas de 2004 na Grécia, aonde os jogos surgiram há mais de um século, foi símbolo de ostentação e grandeza – mas também de gastos desenfreados por parte do Governo. Só nas Olimpíadas estima-se que foram gastos algo em torno de 9 Bilhões de Euros (em torno de 21 Bilhões de reais) elevaram o país a um patamar de alerta. Os altos custos da aventura olímpica e os critérios pouco rígidos com a fiscalização das verbas destinadas à preparação da capital Atenas para sediar o evento em 2004 já sinalizavam o que estava por vir: a grave crise de endividamento que castiga o país e se alastrou por toda a zona do euro, com reflexos em todo o mundo.

Uma combinação desastrosa de fatores como os altos investimentos na realização dos Jogos Olímpicos de 2004 e posteriormente à adesão ao Euro com uma política fiscal frouxa, com pouco controle sobre os gastos públicos, corroeu as bases da economia grega, que desmoronou em 2009. Desde então, o país depende do socorro dos credores e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) para tentar evitar uma catástrofe generalizada.

A dívida pública grega em 2000 era de 77% do PIB e passou para 110,33% do PIB em 2004. No fim de 2010, a relação dívida/PIB da Grécia chegou ao exorbitante valor de 144,9%. Durante 7 anos o governo Grego escondeu a real informação sobre sua economia.

A Grécia vive da agricultura e apenas 30% da população paga impostos. Já a Alemanha, em uma comparação entre países do mesmo bloco que vivem situações diferentes e que paga os mesmos impostos e partilha da mesma moeda, exporta automóveis e engenharia. Soma-se a isso a política fiscal frouxa da Espanha e o envelhecimento da população Portuguesa, só como exemplo. A crise Européia vai além de resgatar a Grécia – que não possui mais saída, mesmo que os credores perdoem a altíssima divida – ou fazer com que Itália, Espanha e França adotem medidas drásticas de austeridade que afetem sua população diretamente.

Este é o cenário internacional e que, segundo o Governo não possui aplicações práticas para o Brasil. Mas não é isso o que estamos vendo. Em seguidas ações na tentativa de tornar o país mais competitivo e aquecer a economia, o Governo apenas retarda o inevitável: a recessão está batendo à porta de nosso país.

Na véspera de Copa do Mundo e Olimpíadas, que estão demandando alto investimento público e são palcos de diversos escândalos financeiros – sem dizer dos que habitualmente já ocorrem no que diz respeito a desvio de verbas públicas da saúde e da educação – o País patina em assuntos que já deveriam estar resolvidos e não precisaríamos mais rever ou ajustar. O plano Real trouxe estabilidade financeira ao Brasil, isso é um fato inegável. E junto desta estabilidade, implantou pilares básicos para que esta política fiscal permaneça saudável. Porém, o Governo está mexendo perigosamente nestes pilares ao tentar “reinventar” a roda da economia Brasileira.

Não há como negar que o Brasil vive uma situação semelhante – não idêntica – ao da Grécia e caso não se equacione esses pilares fundamentais da economia – tais como: Juros, inflação e dívida pública – teremos uma grave desaceleração e posterior crise. E a culpa não será da Grécia, ou da China nem de nenhum outro país, será exclusivamente nosso por não termos cumprido o dever de casa. É óbvio que existem diferenças gritantes entre as duas economias. O Brasil possui uma classe média pujante e que está aquecendo o mercado inteiro. Possui uma indústria em franca expansão e um setor de commodities forte e bem respeitado no cenário internacional. Mas o que aproxima os dois países – e suas economias – são os gastos desenfreados, corrupção e falta de clareza política (Muitos partidos, pouca ideologia).

O governo brasileiro aumenta consideravelmente os gastos com folha de pagamento, uma reforma na previdência se faz urgentemente necessária pois o deficit só aumenta a cada ano. Os gastos com a Copa do Mundo de 2014 será em torno de 11 Bilhões de Reais e para as Olimpíadas outros 11 Bilhões aproximadamente. Coincidentemente próximo dos 21 Bilhões de reais gastos pelo governo Grego na realização das Olimpíadas em 2004.

Não devemos fechar nossos olhos as possíveis consequências que os gastos sem controle poderão trazer para a economia brasileira. Ou estaremos em 2017, batendo panela reclamando da austeridade imposta pelos futuros governantes.

Red Bull Stratos

A cidade de Roswell, no Novo México, EUA, foi o local escolhido para o lançamento da Missão Red Bull Stratos. De lá, o atleta austríaco de esportes radicais Felix Baumgartner tentará saltar de um balão na estratosfera a uma altitude de 36 mil metros e realizar uma queda livre capaz de bater todos os recordes, contando para isso com o apoio de uma equipe de especialistas aeroespaciais.

Notícia divulgada no site da RedBull no dia 07 de Fevereiro deste ano. Este é um projeto audacioso que visa quebrar um recorde de skydive (salto em queda livre) da estratosfera.

Baumgartner tentará superar o recorde do coronel Joe Kittinger que perdura há 52 anos: uma queda livre de 31.333 metros durante o histórico projeto “Excelsior III”, em 1960. Joe Kittinger é conselheiro do projeto Red Bull Stratos desde o início, além de ser o mentor do atleta austríaco, de 41 anos. Para se ter uma idéia da complexidade do salto, Baumgartner poderá romper a barreira do som quando atingir sua velocidade máxima.

A missão Red Bull Stratos pretende, de uma só vez, bater quatro recordes que já duram mais de 50 anos: o voo mais alto de balão tripulado (36 mil metros), o salto mais alto de paraquedas, a primeira pessoa a romper a barreira do som em queda livre, e a queda livre de maior duração (cerca de cinco minutos e 30 segundos).

Vídeo (em inglês) do primeiro salto de teste realizado:

The Road Not Taken

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim
Because it was grassy and wanted wear,
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I marked the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I,
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.
Robert Frost

“Gigante pela própria natureza..”

O ex-subdiretor-geral da companhia estatal China Mobile Zhang Chunjiang foi condenado nesta sexta-feira 22 de julho à morte por corrupção, mas a pena pode ser comutada por cadeia perpétua se for comprovado bom comportamento durante dois anos, informou a agência oficial “Xinhua”.

Um tribunal da província de Hebei ordenou ainda a privação de seus direitos políticos e o confisco de todos os ativos pessoais do ex-subdiretor da China Mobile, a maior companhia de telefonia celular do mundo por número de assinantes.

Segundo a sentença, Zhang, de 53 anos, aceitou suborno no valor de 7,46 milhões de iuanes (US$ 1,15 milhão) entre 1994 e 2009 em diversas acusações, incluindo a do chefe do Partido Comunista da China (PCCh) na companhia.

Esta notícia é de Julho de 2011. Relata a realidade da China no combate a corrupção, que atinge níveis históricos e é um dos maiores obstáculos ao crescimento do País. Lembrando que a China é um País comunista, cercado de regras rígidas e constantes censuras. A corrupção é um mal que assola países em desenvolvimento, considerados de “3 mundo”. Podemos ver em todas as manchetes das últimas semanas sucessivos escândalos de desvio de verbas envolvendo Governos Municipais, Estaduais e até o Governo Federal. Na Índia o problema chega a ser mais grave ainda, aonde não existe limite para a roubalheira, sendo que a corrupção já é um problema cultural. Na contramão dessas notícias, vemos exemplos de profundo combate a esse mal que corroi sociedades e limita Governos no emprego de seus recursos em melhorias para sua população. É o caso dos Britânicos que em 1 de Agosto promulgaram uma Lei anti Corrupção que pune até empresas que estiverem fora de seu continente, como por exemplo multinacionais Brasileiras que possuem negócios com empresas e o Governo Britânico. Altíssimas multas e rigorosa aplicação de detenções obrigam empresas a ter um batalhão ainda maior de advogados, peritos em legislação e analistas para controlar e auditar as atividades de sua Companhia para evitar possíveis condenações.

Você sabe quanto custa a corrupção para os cofres públicos no Brasil? Uma pesquisa recente informou que ,Pasmem, a corrupção no Brasil engole 50 Bilhões de Reais por ano. Para vocês terem uma idéia, o PIB de Moçambique é de 10 Bilhões de Reais, equivalente ao do estado do Piauí. O que não poderia ser feito com 50 Bilhões de Reais por ano? Poderia, por exemplo, em 2 anos eliminar o deficit habitacional Brasileiro, meta que o projeto “Minha casa, Minha vida”  Tenta alcançar em 5 anos (em 5 anos o deficit será maior, Governo!). Saneamento Básico, Escolas, Hospitais, Transporte Público de Qualidade, Segurança Pública mais eficaz… e por ai Vai. É triste!

Mas, então, porque não se elimina de vez a corrupção dos meios políticos Brasileiros? A resposta é simples e foi apresentada de uma forma muito inteligente no filme “Tropa de Elite 2 – O Inimigo é outro”. Foi o filme Brasileiro mais visto de todos os tempos – e também o mais aplaudido. Porque? Pelo simples fato de escancarar como funciona o sistema político, como funciona o sistema paralelo que rege a corrupção. O Brasileiro assistiu, aplaudiu… e ficou só nisso. Tivemos eleições ano passado, Os mesmos do mesmo foram eleitos, novamente. Elegemos uma Presidente que mostra sua fragilidade em manter sua própria casa em ordem – em menos de 9meses de Governo mais de 4 Ministros já caíram, e outros estão sob pressão – Gerando assim desconfiança de investidores, empresários e do próprio povo Brasileiro. Considero a Sra. Presidente Dilma Rousseff uma pessoa muito competente, como foi ao comandar a Petrobrás. Porém, vejo nossa Presidente como uma pessoa altamente técnica, robusta em sua forma de lidar com números (formada em Economia). Porém, com muita pouca desenvoltura em tratar de assuntos políticos ou relacionados a estratégias de Governo. O Serra seria melhor? Não sei, quem sabe poderia ser pior! O problema não está em quem é “Situação” ou “Oposição”. O Problema maior está no sistema – Como bem descrito no Filme antes citado – E quando digo sistema me refiro ao sistema Legislativo, Judiciário e Executivo;  O Famoso ” 3 poderes da República”. É um sistema que anda manco, fraco e arcaico. Nossa Legislação é muito ampla.. de tantas leis, passa a ser incompreensível! Precisamos de uma reforma legislativa, que torne as coisas mais transparentes e mais eficazes. Precisamos de uma reforma tributária urgente. Os impostos consomem 40% de tudo o que é produzido e consumido no Brasil, Começando pelo seu Salário. A carga tributária sobre a folha de pagamento é um dos maiores empecilhos para a instalação de empresas no Brasil. Instalar uma Indústria no México, por exemplo, pode ser até 15% mais barato pelo baixo custo que se tem na folha de pagamento e nos impostos pagos pelas empresas.  A CLT é sem dúvida alguma uma das maiores conquistas do Brasileiro, porém precisa ser ajustada a realidade do cenário econômico atual. Outro absurdo é nosso sistema previdenciário. Recebemos, em média, 12% de desconto direto em folha de pagamento para contribuir para a previdência social. Isso significa que eu estou contribuindo para minha própria aposentadoria? NÃO! Você está pagando a aposentadoria de quem já está aposentado – Que crescer vertiginosamente a cada ano. Quem pagará teu salário depois que você se aposentar será teus filhos, teus netos e todos os outros Brasileiros que viverem no tempo que você estiver gozando tua aposentadoria. Sem dizer no roubo através de super-aposentadorias, no qual servidores públicos de diversas esferas chegam a receber salários de até 30 mil reais. Um exemplo bem recente disso é a aposentadoria de Ex-Governadores, que gira em torno de 27 mil reais mensais. Quem paga essa conta? Todos nós! Outro ponto crítico é um sistema previdenciário falido que permite fraudes, como a que pessoas usavam nomes de pessoas mortas para obter dinheiro de aposentadorias. Um rombo de milhões de Reais.

O Governo não quer mexer no próprio bolso, não quer trocar a manteiga pela margarina. Prefere aumentar impostos, inventar novas tarifas, do que reduzir o déficit pela roubalheira na Previdência ou da Corrupção. Enxugar os salários absurdos de Governantes.

Se não quisermos ir para o mesmo caminho dos EUA ou de muitos Países da Europa, precisamos começar agora as reformas que estão sendo feitas a carater emergencial por esses países para escapar da falência. Temos a oportunidade de sair da condição de país de “submundo” para assumir uma posição competitiva e até de liderança. Não depende de nenhum líder, não depende da Presidente Dilma Rousseff. Depende de nós! Vejam o que aconteceu nos últimos meses no oriente médio. O povo, sem nenhum líder, comandou uma das maiores revoluções sociais dos últimos tempos. Podemos fazer a diferença, juntos.

Precisamos parar de ser um povo conformado, adestrado que se limita a questionar os assuntos mas não luta por seus direitos. Precisamos parar de pagar pela roubalheira, pela canalhice que alguns poucos infligem sobre nós e precisamos fazer com que o Brasil ” mostre sua cara” e se torne o que deve ser por direito, um País soberano e robusto. Exemplos estão ai! Coréia do Sul, venceu seus problemas investindo em educação. Aproximou seu povo da cultura e educação e conseguiu assim um alto índice de desenvolvimento e uma evolução expressiva se sua economia. As crianças na Coréia do Sul chegam a passar 8 horas por dia dentro da escola em atividades como Karaokê, computação, dança, artes cênicas, filosofia, etc.

Não adianta tirar milhões de Brasileiros da Pobreza e jogar todos na Famosa ” Classe C”. Precisamos dar educação, saúde, cultura e melhores condições de essas pessoas nos ajudarem a fazer um país melhor. Isso tem que deixar de ser promessa de palanque e se tornar realidade!

Para terminar, gostaria de deixar aqui registrado o Hino Nacional Brasileiro. Um Hino fabuloso, de uma letra e melodia marcantes. Devemos buscar inspiração nesses versos, nos dizem muito do que somos e do que podemos vir a ser!

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
“Nossos bosques têm mais vida”,
“Nossa vida” no teu seio “mais amores”.

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
– Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!