Polêmicas…

Amigos, em vista dos fatos que temos observado ultimamente, de diversas polêmicas sobre a palavra de sabedoria.., alguns até colocando ela a prova… resolvi apresentar aqui minha opinião sobre o assunto. Não é uma opinião leviana do tipo ” eu acho”… é uma opinião baseada em fatos e argumentos sólidos.
Pois bem, o que está em jogo aqui .. pra começo de conversa não é a coitada da “Cafeína”… Cafeína é apenas um nome derivado de duas coisas: Café e Teína.
O que precisamos nos ater aqui, é a questão da Teína, presente em diveras plantas que por vezes são utilizadas pelos seres humanos.

Nome Popular: Chá da Índia e Chá Verde, no Brasil; Te, em espanhol; Green Tea, Black Tea, Tea e Chinese Tea, em inglês.

Denominação Homeopática: THEA SINENSIS.

Família Botânica: Theaceae (Thernstroenmiaceae).

Parte Utilizada: Folha e caule.

Princípios Ativos: As folhas não fermentadas contêm: Polifenóis em abundância: Flavonóides: kenferol, quercetol emiricetol, Ácidos Fenolcarboxílicos: clorogênico e gálico, Taninos catéquicos; Bases Púricas: principalmente a cafeína (teína) e também teofilina(considerada uma droga controlada), teobromina( Teobromina pode causar insônia, tremores, inquietude, ansiedade, como também contribui para produção aumentada de urina. Efeitos colaterais adicionais incluem perda de apetite, náusea, e vômito.{William Marias Malisoff (1943). Dictionary of Bio-Chemistry and Related Subjects. Philosophical Library, 311, 530, 573. ISBN B0006AQ0NU.} ), adenina e xantina (. f. (fr. e xanthine). 1) Derivado da purina (base púrica) resultante da degradação dos ácidos nucleicos. 2) Por extensão, cada um dos derivados metilados da substância definida em 1 (cafeína, teobromina, teofilina), também chamados derivados xantínicos. (adj.: xantínico.) ); Vitaminas do Complexo B e C; Proteínas; Sais Minerais, como fluoreto, magnésio e potássio; Glicídeos.

A teína, a mesma substância que a cafeína mas existente no chá, diminui a fadiga e mantém a mente desperta, embora a ingestão de infusões muito concentradas ou em jejum possa causar náuseas e vómitos, devido ao conteúdo rico em taninos.
Se for ingerido em doses elevadas também provoca nervosismo, insónia e taquicardia.

No Dicionário encontramos:

“eína, o mesmo alcaloide que a cafeína – teína s. f. QUÍMICA a mesma substância que a cafeína, mas existente no chá ou extraída do chá (Do fr. Théine, «id.»).”

Fazendo uma análise mais sintática dos fatos, vamos olhar esta questão da ótica da química. A teína é uma substância Alcalóide, que são divididas em 3 categorias básicas:

Alcalóide ( de álcali, básico, com o sufixo -oide, “-semelhante a” ) é uma substância de caráter básico derivada principalmente de plantas (mas não somente, podendo ser também derivadas de fungos, bactérias e até mesmo de animais)que contêm, em sua fórmula, basicamente nitrogênio, oxigênio, hidrogênio e carbono.

Seus nomes comuns e que estamos mais habituados a ver, geralmente terminam com o sufixo ina: cafeína (do café, que é chamada de pseudoalcalóide por ser, na verdade, uma xantina), cocaína (da coca), pilocarpina (do jaborandi), papaverina/morfina/heroína/codeína (da papoula),psilocibina do cogumelo psilocybe cubensis, almíscar que é extraído de uma glândula do cervo-almiscarado, etc.

São geralmente sólidos brancos (com exceção da nicotina). Nas plantas podem existir no estado livre, como sais ou como óxidos. Eles também correspondem aos principais terapêuticos naturais com ação: anestésica, analgésica, psico-estimulantes, neuro-depressores, etc.

* Alcalóides verdadeiros, que possuem anel heterocíclico com um átomo de nitrogênio e sua biosíntese se dá através de um aminoácido;
* Protoalcalóides, átomo de nitrogênio que se originam de um aminoácido (exemplo: cocaína); e
* Pseudo-alcalóides, são derivados de terpenos ou esteróides e não de aminoácidos.

Agora vamos fazer um resumão do que é um Alcalóide:

Alcalóides

Os alcalóides formam um grupo heterogêneo de substâncias orgânicas, cuja similaridade molecular mais significativa é a presença de nitrogênio na forma de amina (raramente amida). Existem várias classes de alcalóides, e todas apresentam alguma ação fisiológica, geralmente no sistema nervoso central, o que tem sido utilizado para o benefício do homem na produção de drogas medicinais, como, por exemplo, a morfina (Vickery & Vickery, 1981).
Dentre as Traqueófitas, as Dicotiledôneas são as que apresentam maior número de famílias com espécies alcaloídicas, embora alcalóides possam aparecer em algumas Monocotiledôneas e menos freqüentemente nas Gimnospermas. Eles distribuem-se por toda a planta, mas tendem a se acumular em certas regiões, em particular nos tecidos externos, no tegumento das sementes e nas cascas dos caules e raízes. Em cada planta existe sempre uma mistura própria de vários alcalóides com estrutura química semelhante, e geralmente observa-se predomínio de um deles (alcalóide principal) (Henriques et al., 2001).
As funções destes compostos nas plantas não estão bem esclarecidas. Inicialmente, foram atribuídos aos alcalóides os papéis de proteção, resultante da toxicidade elevada que conferem ao vegetal. No entanto, acredita-se que os alcalóides atuem também como reserva da síntese de proteínas, estimulantes ou reguladores do crescimento, do metabolismo interno ou da reprodução sendo, ainda, agentes finais da desintoxicação e da transformação simples de outras substâncias, cujo acúmulo pode ser nocivo ao vegetal (Henriques et al., 2001).
Existem várias classes de alcalóides, porém, serão tratados aqui apenas os alcalóides do grupo tropano, abundantes em Solanaceae, e os alcalóides que são restritos à família Amaryllidaceae.

Livro: “Síntese Estereosseletiva de Alcalóides e N-heterociclos – Carlos Roque Duarte Correia”.

Alcalóides Tropânicos

Os alcalóides tropânicos são agentes anticolinérgicos. Inibem a ação da acetilcolina em efetores autônomos, inervados pelos nervos pós-ganglionares colinérgicos, bem como na musculatura, que é desprovida de inervação colinérgica. Pequenas doses destes agentes deprimem as secreções salivares e brônquicas e a sudorese. Com doses maiores, a pupila dilata, a capacidade de acomodação do olho é inibida e os efeitos vagais sobre o coração são bloqueados, o que ocasiona o aumento da freqüência cardíaca. Aumentando-se ainda mais a dose, ocorre a inibição do controle do sistema parassimpático sobre a bexiga urinária e sobre o sistema gastrintestinal, dificultando a micção e diminuindo a motilidade intestinal (Gilman et al., 1980).
Os alcalóides atropina, hiosciamina e hioscina ou escopolamina são comumente isolados de muitos membros de Solanaceae, como a espécie Atropa belladonna L. (beladona) e vários componentes do gênero Datura e Brugmansia, conhecidas como saia-branca, erva-do-diabo, trombeteira ou copo-de-leite. Estes fármacos apresentam ação alucinógena, com numerosas aplicações terapêuticas. Entre estas, citam-se a ação midriática, anti-espasmódica e anti-secretória. As ações da atropina e da escopolamina diferem quantitativamente. A escopolamina tem ação mais potente sobre a íris e em certas glândulas secretoras (salivares, brônquicas e sudoríparas); enquanto a atropina é mais ativa no coração, nos intestinos e nos músculos bronquiolares, além de ter ação mais prolongada. Doses tóxicas de atropina causam inquietação, irritabilidade, desorientação, alucinações e/ou delírios. Altas doses de atropina levam à depressão, coma e paralisia medular, esta última causando a morte.
A fisiostigmina é um alcalóide indólico capaz de reverter a depressão induzida pela atropina no hipotálamo (Gilman et al., 1980).
Alcalóides das Amarilidáceas

Os alcalóides das amarilidáceas, como o próprio nome indica, são restritos à família Amaryllidaceae, e nenhum outro alcalóide tem sido relatado para esta família. Eles são derivados da tirosina e da fenilalanina[encontrado no aspartame(adoçantes) e em alguns refrigerantes], sendo comumente chamados alcalóides fenantridínicos (Vickery & Vickery, 1981). São relativamente tóxicos para mamíferos, incluindo o homem, e os sintomas resultantes da ingestão de plantas que os contenham são caracterizados por vômitos e diarréia (Harbone & Baxter, 1995).
Destes alcalóides, os mais conhecidos são a licorina e a galantamina. O primeiro está presente em mais de 24 gêneros, incluindo Amaryllis, Crinum, Haemanthus e Narcissus, e é o princípio ativo responsável pela toxicidade de muitas espécies pertencentes a estes gêneros (Vickery & Vickery, 1981), enquanto a galantamina é um potente inibidor da acetilcolinesterase, e tem sido utilizada no tratamento da doença de Alzheimer (Ellenhorn & Barceloux, 1988)

Bom, acho que não preciso me estender mais.. ou preciso? Só nesta explicação de renomados Químicos, já encontramos diversas substâncias que vão desde princípios ativos da Morfina, ao da Cocaína.

Bom, eu não vou falar mais nada, porque Deus deu uma Lei para ser seguida, e isto já me basta saber. Se alguém ainda tiver dúvidas sobre isso, sugiro dobrar seus joelhos e Perguntar a Deus se realmente devemos cumprir com a palavra de sabedoria que tem abençoado tantos homens até hoje.

REFERÊNCIAS:

  • William Marias Malisoff (1943). Dictionary of Bio-Chemistry and Related Subjects. Philosophical Library, 311, 530, 573. ISBN B0006AQ0NU.
  • (French) Theobromine. BIAM (March 29, 2000). Retrieved on 2007-03-01.
  • Baer, Donald M.; Elsie M. Pinkston (1997). Environment and Behavior. Westview Press, 200.
  • Bennett, Alan Weinberg; Bonnie K. Bealer (2002). The World of Caffeine: The Science and Culture of the World’s Most Popular Drug. Routledge, New York. ISBN 0415927234. (note: the book incorrectly notes that the name “Theobroma” is derived from Latin)
  • “-ine.” (2004) The American Heritage® Dictionary of the English Language, Fourth Edition. Houghton Mifflin Company. ISBN 0395711460.
  • theobromine. Dictionary.com. Retrieved on 2007-02-22. For convenience, the direct source of the three definitions used has been cited.
  • Theobromine. On-Line Medical Dictionary. Retrieved on 2007-02-23.
  • Xanthine. On-Line Medical Dictionary. Retrieved on 2007-02-23.
  • Dimethyl. On-Line Medical Dictionary. Retrieved on 2007-02-23.
  • Walter Sneader (2005). Drug Discovery: A History. John Wiley & Sons. ISBN 0471899801.
  • Thomas Edward Thorpe (1902). Essays in Historical Chemistry. The MacMillan Company.
  • Sir Ghillean Prance, Mark Nesbitt (2004). The Cultural History of Plants. New York: Routledge, 137, 175, 178–180. ISBN 0415927463.
  • Caffeine. The Pharmacogenetics and Pharmacogenomics Knowledge Base. Retrieved on 2007-02-22.
  • PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
    edição. 1998.
  • PDR FOR HERBAL MEDICINES. 1ª edição. 1998.
  • Revista Racine nº 49. 1999.
  • SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
    Livraria Editora. 2000.

1 comentário

  1. Lucas,
    Sua pesquisa é muito técnica, mas também muito precisa. Tenho procurado, em termos mais para leigos, o que a Teína causa no corpo e onde é encontrada. Pelo que vi não tem um texto direcionado para a Teína que não esteja junto com uma porção de outras substâncias. Pode me ajudar a separar e concentrar na Teína? Onde posso pesquisar sobre isso?
    Sei que a Palavra de Sabedoria tem mais sabedoria em suas palavras que podemos ler…
    Até mais
    Claudia

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