Como funciona uma usina nuclear

angra 2 - 3

 

Em virtude da recente tragédia que atingiu o Japão e os problemas nas usinas nucleares japonesas, gerou-se uma discussão mundial sobre a utilização da tecnologia Nuclear para geração de energia. Alguns acidentes marcaram drasticamente o uso deste tipo sistema de geração de energia.  O Mais trágico, até o momento, foi o de Chernobyl na Ucrânia em 1986, no qual teve o nível máximo (Nível 7) na escala de contaminação nuclear do ambiente e dos seres humanos. Este acidente foi precedido por Three Mile Island no estado na Pensilvânia – EUA em 1979, no qual alcançou nível 5 de contaminação.

Usina de Fukushima Daiichi:

Segundo a Wikipédia:

Escala Internacional de Acidentes Nucleares (mais conhecida pelas suas siglas, INES) foi introduzida pela OIEA para permitir a comunicação sem falta de informação importante de segurança em caso de acidentes nucleares e facilitar o conhecimento dos meios de comunicação e a população de sua importância em matéria de segurança. Definiu-se um número de critérios e indicadores para assegurar a informação coerente de acontecimentos nucleares por diferentes autoridades oficiais. Há 7 níveis na escala:

Os níveis de gravidade

Os acontecimentos de nível 1 – 3, sem conseqüência significativa sobre a população e o médio ambiente, qualificam-se de incidentes, os níveis superiores (4 a 7), de acidentes. O último nível corresponde a um acidente cuja gravidade é comparável ao ocorrido em 26 de abril de 1986 na central de Chernóbil.

 

Tipos de Reatores:

 

 

Existem alguns tipos de reatores nuclear utilizados com o intuito de gerar energia, como mostra a figura abaixo:

O Japão se utiliza do modelo ” BWR” (figura abaixo)
e as Usinas de Angra I e Angra II utilizam o modelo PWR, no qual é mais seguro pois não acumula vapor dentro do núcleo, ao contrário do modelo BWR, no qual está gerando os problemas enfrentados no japão, pois acaba tendo uma concentração muito alta de vapor e água dentro do Núcleo do gerador.
No Modelo Brasileiro esse risco não ocorre.
O Reator de Chernobyl possuía o modelo HTGR, no qual o grafite era o elemento estabilizador das fissões nucleares. O problema é que este grafite entrou em combustão por uma falha de manutenção do reator ” a quente” ( em funcionamento) gerando uma forte explosão e a desintegração da cápsula hermética do núcleo radioativo. O problema no japão é que o Vapor que ainda existe dentro do núcleo do reator precisa ser eliminado enquanto água fria é adicionada dentro do vaso nuclear,  evitando assim uma ruptura da proteção do núcleo e gerando poluição atômica ao meio ambiente e a contaminação das pessoas e de animais. As explosões que ocorreram nos 3 reatores de Fukushima Daiichi, até o momento, não atingiram as cápsulas dos núcleos reatores, explodindo apenas a estrutura de concreto que protege todo o sistema. (Figura Abaixo)
O problema desta explosão é da fragilidade do vaso nuclear no caso de uma possível ruptura na estrutura metálica que envolve o mesmo. Lembrando que os geradores já estão parados, e que o calor gerado pelas fissões tende a reduzir com o passar do tempo. O problema nos geradores de Fukushima é que a água que está dentro do vaso está se transformando em vapor e a exposição das varetas que contém o material radioativo pode levar ao derretimento, e os técnicos enfrentam problemas para levar para dentro do reator água para reduzir essa pressão.
Exemplos de Núcleos de Reatores Atômicos:
O que podemos constatar é que os projetos nucleares Japoneses não estavam de acordo com todos os parâmetros do qual uma usina Nuclear deveria possuir.
Abaixo imagens do complexo Nuclear de Angra dos Reis:
Devemos ponderar sobre este acidente nuclear como uma advertência sobre a manipulação desta tecnologia. O japão era considerado o país que detinha a maior e melhor tecnologia em relação a usinas nucleares, sendo projetadas para suportar terremotos, tsunamis e qualquer outro tipo de catástrofe que pudesse abalar as estruturas das instalações nucleares. Porém não foi o que constatamos. O Brasil está prestes a iniciar a construção de Angra III, sendo que o País detém o maior potencial hidroelétrico do mundo, não sendo necessária a utilização de tecnologias, digamos assim, perigosas.
[UPDATE] Excelente matéria da revista Exame sobre a construção da Usina Angra III:
 Vamos torcer para o que consiga ser contida a radiação e tudo possa melhorar para os japoneses, sendo que já sofrem bastante pela terrível tragédia que os assola.

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